terça-feira, novembro 01, 2011

A analogia da estrada

E você anda pela estrada cautelosamente, com o desejo de escapar, mas com esperanças, esperanças de voltar. Você continua andando, em passos lentos que aos poucos se intensificam, como é para ser... ou não, não era esse o seu desejo, você não aceita que é isso que tem de ser, então você dá espaço para o sentimento e olha para trás, e pensa em retroceder, mais uma vez. Por muitas vezes você retrocedeu, voltou atrás, deixando todo um esforço ali naquela estrada, e voltou, correndo, com uma inocência assustadora, sabendo do fim, mas mesmo assim não se importou em arriscar, então voltou, depois partiu novamente, voltou, e em seguida partiu, mas, desta vez você tomou um posicionamento, e quer finalmente, ir... então vira para frente de novo, e anda... anda com os olhos umedecidos, com o coração apertado, e põe suas razões a frente, indo contra a força que tanto quer te fazer voltar, e dói...dói porque você sabe que o seu rumo se perdeu, e você tem que seguir sempre em frente, saindo daquele caminho. Continua seguindo e para depois de tanto andar, senta-se na beira da estrada, e fica ali, parado, está cansado, e seu desejo é descansar, esperando forças para percorrer uma nova estrada...

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