segunda-feira, maio 30, 2011

Como não te admirar, Schopenhauer?

A diferença entre a vaidade e o orgulho consiste em que este é uma convicção bem firme de nossa superioridade em todas as coisas; a vaidade, pelo contrário, é o desejo que temos de despertar nos outros esta persuasão, com a esperança secreta de chegar por fim a convencer a nós mesmos.


O orgulho tem, pois, origem numa convicção interior e,portanto, direta; a vaidade é a tendência de adquirir a auto-estima do exterior e, portanto, indiretamente. A vaidade é faladora, o orgulho silencioso. Mas o homem vaidoso deveria saber que a alta opinião dos outros, alvo de seus esforços, se obtém mais facilmente por um silêncio contínuo do que pela palavra, mesmo quando há para dizer as coisas mais lindas. Não é orgulhoso quem quer;pode-se, no máximo, simular o orgulho, mas, como todo papel de convenção, não logrará ser sustentado até o fim. Porque é apenas a convicção profunda, firme, inabalável que se tem de possuir méritos superiores e valor excepcional que dá o verdadeiro orgulho. Esta convicção pode até ser errônea, ou fundada apenas em vantagens exteriores e de convenção, mas, se é real e sincera, em nada prejudica o orgulho. Pois o orgulho tem raízes na nossa convicção e não depende, assim como sucede com qualquer outro conhecimento, do nosso bel-prazer. O seu pior inimigo, quero dizer o seu maior obstáculo, é a vaidade, que apenas leva o indivíduo a solicitar os aplausos alheios para, em seguida, formar uma opinião elevada de si mesmo; ao passo que o orgulho supõe uma opinião já firmemente arraigada em nós. Há quem censure e critique o orgulho; esses sem dúvida nada possuem de que se orgulhar.


As dores do mundo - Arthur Schopenhauer

sábado, maio 28, 2011

Para os palhaços tristes;

Sente-se assim? com toda uma interpretação acirrada em relação a esta imagem? Onde ninguém nunca esperaria tal atitude vinda de um palhaço.








O que é bem um palhaço?








Um artista superficialmente feliz, que leva alegria a todos com suas atitudes engraçadas, e tendo como objetivo divertir o público.


Pela sua imagem, ninguém esperaria ver um palhaço de fato, triste. Causa uma certa surpresa ao ver um quadro como este, que nos deixam submetidos a uma interpretação que pode se relacionar a como muitas pessoas que denomino palhaços tristes, se sentem.


A imagem que passamos não é o que verdadeiramente sentimos. Todo nosso traje de palhaço, a alegria que passamos as pessoas, a forma com que encaramos a vida, de que ninguém tem nada a ver com os nossos problemas, e que não vale a pena demonstrar que não estamos bem, e por isso mantemos todo o nosso comportamento astuto e positivista, de que um dia as coisas irão melhorar, e por isso, nos sentimos no direito de guardar os problemas e sofrimentos dentro de nós mesmos, e nos escondemos através do que não passa de uma máscara, e por trás de nossos sorrisos, passamos a ideia de que somos realmente felizes. Quando as pessoas conhecem algum palhaço triste, surpreendem-se com os problemas que ele possui, onde nem mesmo parecia que o mesmo passava por tal

E quando nos deparamos com aquelas pessoas que, demonstram que não estão
bem, visivelmente percebemos que ela está com problemas, essas pessoas mais expressivas, se afundam nos demasiados problemas, e ao invés de tentar melhorar as coisas, por mais difícil que seja, elas conseguem tornar as coisas piores em torno de si mesmo, só por estar demonstrando uma atitude pessimista, então elas atraem mais problemas, involutariamente, é a lei da vida, a ação e reação, tudo envolve a energia que atraimos. Então percebemos, que nossa atitude de palhaço triste, não é tão idiota. Todavia, cada cabeça uma sentença, cada um age de um modo que não podemos mudar.

Sorrir, é mesmo um bom remédio, e devemos nos apegar a tudo o que nos faz sorrir, para atrairmos melhorias, e nos afastar de tudo o que piora a nossa situação, para livrar-nos de mais problemas, os problemas são inevitáveis, e em cada 24 horas dos nossos dias, iremos ter pelo menos uma hora de confusão, tristeza, angústia, dor... sempre temos algum problema, e se não é com o amor, é com a família, com os amigos, com o colégio, ou vida profissional, ou até mesmo com o dinheiro, sempre há de ter algo que nos incomode. E nós palhaços tristes somos bons esperançosos atrás de nossos sorrisos. Manteremos o sorriso presente, mesmo sendo guiados pelo sofrimento.

As vezes é a unica forma de atrairmos melhorias.

terça-feira, maio 24, 2011

Oh Chaplin, o quanto estás certo.

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome, auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso chama-se, autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou
alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é respeito.
Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Isso, é saber viver.